
Crenças e Práticas
A Natureza como presença do Sagrado
Reconhecemos o divino na Natureza e em nós mesmos. A Terra, os animais, as águas e os ciclos da vida participam de uma comunidade viva, com a qual mantemos relações de respeito e reciprocidade. Nossa espiritualidade acolhe os ciclos de nascimento, morte e renascimento, incluindo a crença na reencarnação.
Cerridwen e Herne
Cerridwen é a Senhora do Caldeirão, associada à inspiração, à sabedoria e à transformação. Herne é o Caçador, aquele que se move no mundo em busca do desejo e participa dessa metamorfose. São nossos Deuses guardiões e o centro de nosso compromisso devocional.
Awen e o mito de Taliesin
Awen é compreendida como inspiração divina e força criadora. O mito de Cerridwen e Taliesin orienta nossa jornada: o trabalho junto ao Caldeirão, o despertar da sabedoria, as metamorfoses e o renascimento oferecem símbolos para o amadurecimento espiritual.
Os ciclos da Terra e da Lua
Celebramos os oito Sabás da Roda do Ano e os Esbás de Lua Cheia. Na metade clara da Roda, damos destaque à Deusa; na metade escura, ao Deus Herne. Nas Luas Novas, voltamo-nos às práticas de purificação e meditação com Hécate.
As lunações dialogam com os ciclos ecológicos do Sudeste brasileiro. Cada praticante ou coven deve observar a terra onde vive e adaptar as celebrações à realidade de sua região.
O corpo e as polaridades
Trabalhamos ritualmente com polaridades como luz e escuridão, forma e força, feminino e masculino. Elas expressam movimentos do cosmos e da experiência espiritual. Essa linguagem simbólica não determina a identidade de gênero nem a orientação sexual dos praticantes.
A prática cotidiana e ritual
Meditação, respiração, registros pessoais, exercícios de percepção, práticas oraculares e celebrações integram o treinamento. O Círculo Mágico organiza o espaço ritual, e os instrumentos são extensões da intenção e da prática.
O Caldeirão representa a matriz de transformação e o receptáculo de Awen. A Espada, também representada pelo athame, expressa a clareza e a soberania do praticante. Os símbolos do número três atravessam nossa cosmologia, como os três raios de Awen, os Três Caldeirões da alma e os mundos do Céu, da Terra e do Mar.
Ética e devoção
A Rede Wiccana, os Nove Princípios e o amor à Terra orientam nossa conduta. A magia é vivida especialmente como um trabalho de autoconhecimento e transformação. O sacerdócio se expressa na dedicação aos Deuses, no cuidado com a própria jornada e no serviço à comunidade.